RENAMO responsabiliza o governo da FRELIMO pelos ataques em Cabo Delgado

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O novo chefe da bancada parlamentar do partido Renamo responsabilizou a Polícia da República de Moçambique (PRM) pela insegurança na Província de Cabo Delgado. “Se malfeitores podem tomar parte de uma província, então o país está desguarnecido” afirmou Viana Magalhães acrescentando, em alusão a insegurança na zona Centro, que “não é possível alguém empunhar armas, disparar contra pessoas indefesas e a televisão (Pública) do país fazendo cobertura e a polícia não saber onde estão essas pessoas”. Depois de controlarem a vila sede de Mocímboa da Praia na terça-feira (24) nesta quarta-feira (25) o Al Shabaab ocupou a vila de Quissanga.

Intervindo na abertura da 1ª sessão ordinária da IX Legislatura da Assembleia da República o chefe da bancada do maior partido de oposição assinalou que: “No Norte do país, concretamente nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, a insurgência armada continua ante da passividade das Forças de Defesa e Segurança, não basta dizer que a polícia não está envolvida nos ataques a população é necessário apresentar responsáveis, este exemplo mostra que a população continua numa situação de insegurança”.

“A 23 de Março a polícia anunciou a tomada da vila sede do Distrito de Mocímboa da Praia pelos alegados insurgentes, que a polícia chamos de malfeitores. Se malfeitores podem tomar parte de uma província, então o país está desguarnecido. É estranho que não haja responsabilidades, entretanto o Comandante Geral da Polícia continua fazendo o show pelo país, especialmente em Cabo de Delgado que acabo de visitar, o que urge questionar: afinal esta polícia só pode confrontar os representantes dos partidos políticos nas mesas votação? Esta polícia só consegue roubar e fugir com as urnas para posteriormente troca-las? Quando vêm homens armados, em vez de defenderem a população fogem”, acrescentou Viana Magalhães.

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O Al Shabaab, apelido dado aos insurgentes pelos locais do Norte de Cabo Delgado embora não tenham nenhuma ligação com o grupo terrorista homónimo da Somália, ocupou nesta quarta-feira (25) a vila de Quissanga. Aparentemente sem oposição das Forças de Defesa e Segurança dezenas de membros do grupo exibiram-se diante do comando distrital da PRM e de outras instituições públicas que vandalizaram e destruíram.

O ministro do Interior, Amade Miquidade, e o titular da Defesa, Jaime Neto, enviados para reporem a ordem e avaliar os danos da ocupação pelo Al Shabaab durante um dia da vila sede do Distrito de Mocímboa da Praia não divulgaram nenhuma comunicação e a PRM não se dispôs a actualizar a situação na Província de Cabo Delgado.

Entretanto no Parlamento o chefe da bancada parlamentar do partido Renamo responsabilizou também a PRM pela insegurança protagonizada por dissedentes do seu partido na zona Centro do país. “Os moçambicanos devem ficar claros sobre quem andou a alimentar a guerra no país. Não é possível alguém empunhar armas, disparar contra pessoas indefesas e a televisão (Pública) do país fazendo cobertura e a polícia não saber onde estão essas pessoas”.

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