Nyusi pede novamente os insurgentes darem a suas caras e falarem o que querem

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O Presidente da República disse ontem em Cabo Delgado que os que estão a fazer ataques terroristas “se derem a cara e disserem o que querem nós vamos ouvir”.

Filipe Nyusi considerou de cobardia o que esses grupos estão a fazer neste momento.

A reunião de Conselho de Ministros, ontem, segundo dia, foi mais restrita e teve lugar nas instalações onde funciona o governo provincial. Ao fim de cerca de 4 horas, houve uma curta conferência de imprensa que não revelou, no entanto, na profundidade o que foi tratado durante os dois dias.

Foi no comício popular realizado na cidade de Pemba onde o Presidente da República debruçou-se sobre o que o fez levar os membros do Conselho de Ministros e outros convidados a se reunirem em Cabo Delgado. O assunto de fundo não podia ser outro: a questão dos ataques terroristas que duram há mais de dois anos.

“É uma guerra movida por pessoas de fora e pessoas que têm dinheiro. Não sabemos onde levam esse dinheiro para matarem os moçambicanos. Se calhar é o dinheiro dos próprios moçambicanos que matam os moçambicanos”, disse Filipe Nyusi, para quem a solução passa também pela colaboração da população nas comunidades.

“Não tenham vergonha de dizerem que este é o criminoso fulano, até podem chamar tio, há tios criminosos também. Podem dizer ‘é aquele que me mandou e disse que vai me dar isto’. Se nos fizerem isso cinco pessoas nós vamos encontrar”.

Apanhar um inimigo que aos olhos do Presidente, pode estar infiltrado em várias esferas da sociedade.

“Estão aqui dentro, alguns, entre vocês. Vieram ouvir. Digo isso porque já fizemos algumas reuniões nos distritos onde fiquei, alguns deles falaram mais do que outras pessoas, passado uma semana fomos encontrar no mato a dirigir grupos (de terroristas), aquele que falou muito na reunião. Então, significa que é preciso muita vigilância”, advertiu.

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Vigilância é o que se notou de mais no comício popular de ontem, onde para além de homens fardados e outros à paisana, foram montadas câmaras de segurança para monitorar o ambiente.

Filipe Nyusi manifestou, igualmente, preocupação pelo facto de estar a demorar a implementação do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, o que deixa o Estado sem o controlo efeicto das armas de guerra que circulam no país.

O Chefe de Estado está ciente que enfrenta neste momento mais focos de instabilidade e o povo quer soluções imediatas.

“Uma verdade é: esses que estão a matar pessoas aqui em Cabo Delgado, se derem a cara e disserem o que querem nós vamos ouvir. Se é por causa da riqueza que há aqui, há muitas maneiras de distribuição da riqueza. Uma delas é trabalhando”, sentenciou.

Por fim, Nyusi disse igualmente que se deslocou a Cabo Delgado para prestar solidariedade à população que vive na pele o drama desse conflito armado e das calamidades naturais.

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