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Manuel Chang, Ndambi Guebuza e Teófilo Nhangume as princesas das dívidas ocultas

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Manuel Chang, Ndambi Guebuza e Teófilo Nhangumele: a podridão da Frelimo!

“Do lado moçambicano, havia um ministro das Finanças, chamado Manuel Chang, disposto a assinar garantias para avalizar os empréstimos, em troca de subornos milionários. E… um filho do Presidente da República, chamado Armando Ndambi Guebuza, que falava com o pai para dar apoio político ao projecto”, (Surjan Singh, ex-director na Credit Suisse, quando era ouvido em declarações, esta terça-feira no julgamento que decorre em Brooklyn, Nova Iorque).

Segundo Surjan Singh, do lado de Moçambique, duas figuras estiveram na origem das dívidas. Trata-se de Armando Ndambi Guebuza e Teófilo Nhangumele, apesar de nenhum deles ser funcionário do Estado moçambicano à data dos acontecimentos. Foram os principais negociadores das dívidas ocultas.

Segundo e-mails mostrados ao júri por Surjan Singh, a 20 de Fevereiro de 2012, Jean Boustani mandou e-mail a Said Freiha, então funcionário sénior do Credit Suisse, apresentando Teófilo Nhangumele. Disse que Nhangumele era chefe do projecto de protecção da Zona Económica Especial (ZEE) de Moçambique, com mandato do Gabinete do Presidente da República, Armando Guebuza. Nhangumele respondeu ao email no dia 22 do mesmo mês, assumindo-se como representante do Gabinete do Presidente Guebuza e anexando, para fazer fé, o nome de Armando Ndambi Guebuza – filho mais velho do então Presidente.

Com Teófilo Nhangumele e Ndambi Guebuza copiados, Jean Boustani mandou outro email a Said Freiha, a pedir que o Credit Suisse enviasse uma carta ao Gabinete do Presidente da República de Moçambique, em atenção a Armando Ndambi Guebuza, a manifestar o interesse de conceder empréstimo a Moçambique e indicar os termos do empréstimo (quer dizer que Armando Guebuza as vezes deixava a chefia do Estado às mãos do seu filho Ndambi. Emprestava-lhe o poder).

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Não vamos entrar muito nos depoimentos de Surjan Singh, porque a partir daqui todos sabem o que aconteceu. O que é estranho e ainda precisa de uma explicação exaustiva, é: como é que Ndambi Guebuza e Teófilo Nhangumele negociaram créditos milionários em nome do Estado moçambicano? A mando de quem? Não seria ingenuidade, povo moçambicano, assumir que Armando Guebuza, o pai de Ndambi, não sabia de nada, que não recebeu nada do dinheiro do calote? Onde é que há poeira nisto? Que pai é esse que empresta a Presidência da República ao filho? Quem nos governou durante os dez anos: Ndambi ou o pai?

Por outro lado, Nhangumele é um tipo de Chamanculo. Não se lhe conheciam falcatruas até este golpe vergonhoso. Contudo, é razoável assumir que este golpe não deve ter sido a sua estreia. Não teria ido tão longe sendo um principiante. Como é que conseguiu “furar”? Quem lhe deu o mandato para negociar em nome de cerca de 28 milhões de moçambicanos?

Se aos cofres do partido Frelimo entraram pelo menos 10 milhões de dólares do calote, é lícito dizer que todos os camaradas conheciam, e muito bem, Nhangumele. Era seu ponta-de-lança. E é bem provável que, durante o Governo de Armando Guebuza, ele tenha tido um gabinete de trabalho na Presidência da República. Não é a partir de Chamanculo que Nhangumele respondia a todo o expediente da dívida. Nhangumele é filho da Frelimo. É bandido deles.

Não é a partir de Chamanculo que Nhangumele acertou tudo com Manuel Chang para avalizar as dívidas. Foi Armando Guebuza que disse ao Chang que Nhangumele é a pessoa indicada para cuidar de tudo.

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Esta dívida tem algo de esquisito: todos os que até aqui estão presos não tinham autoridade para endividar o País. Não mexiam com isso. Desde quando a cúpula do SISE endivida o País? Ndambi não era e nunca foi Presidente da República. Foi-o o pai. Como é que ele negocia com bancos estrangeiros em nome de Moçambique?

Os que deviam ir presos, não estão. Todos sacodem o capote. Armando Guebuza não é acusado nesta vergonha. Filipe Nyusi idem. Muito menos o Comité Central que recebeu os dez milhões de frangos. E ainda somos ingénuos para acreditar que Manuel Chang, regressando para Moçambique, vai ser julgado e condenado exemplarmente…

Que educação, afinal, Armando Guebuza dá aos seus filhos? Diz-lhes que Moçambique é deles, por isso podem fazer tudo o que lhes aprouver? Muitos lamberam as botas deste senhor quando era chefe do Estado. E agora? Onde é que estão os seus admiradores? Os que amplificavam, sem conhecimento de fundo, essa treta de auto-estima e blá, blá, blá? Auto-estima é roubar aos moçambicanos?

Por este pecado, se fosse um País sério, com gente séria, a Frelimo não continuaria no poder. Há qualquer coisa que está a falhar neste País e isto é revelador de que nunca, pelo menos enquanto a Frelimo estiver no poder, conheceremos um desenvolvimento assinalável. Falta gente séria na Frelimo. Ninguém, no partido, pensa o País.

Os comunicados da Comissão Política da Frelimo são de uma pobreza arrepiante. E são aqueles senhores que pensam Moçambique, ou que pelo menos deviam fazê-lo. Com o gás, não se iludam, isto vai piorar. Aliás, as dívidas ocultas é aquilo que emergiu. E quanta merda da Frelimo não foi do domínio público?

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Que País é esse, sejamos sérios, que tem o mesmo partido a governar por mais de 40 anos?

(Justiça Nacional, siga-nos no Facebook)

 

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