JN: Moçambique será objecto de estudo nas próximas gerações por tamanha cegueira colectiva

Opinião

E ainda queremos paz definitiva?!

Longe de nós incitar a guerra. Mas neste Moçambique ainda haverá assinaturas de muitas “pazes definitivas”. A realidade aponta isso. E é bem provável que não tenhamos que esperar tanto. O grupo de Nhongo não terá que agir à solo. Juntar-se-lhe-á toda a Renamo. Até o banana de Issufo Momade.

De que houve fraude nas eleições de Outubro passado, já se sabia. E é bem provável que esta tenha sido a maior fraude orquestrada pela Frelimo desde a realização das primeiras eleições pluripartidárias. É espantoso que Filipe Nyusi, um indivíduo sem obra visível, haja ganho a eleição com aquelas percentagens norte-coreanas. Ele também sabe que aquele resultado não espelha a realidade. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) sabe, o Conselho Constitucional sabe e até a própria Frelimo sabe.

O que a União Europeia (UE) disse ontem no seu relatório, não é novidade para ninguém. De facto as eleições foram marcadas por numerosas irregularidades e más práticas em todas as suas etapas – votação, contagem de votos e apuramento de resultados.

As irregularidades incluíram a clara inflação do recenseamento eleitoral em Gaza e um recenseamento numericamente deficitário noutras províncias, restrições a uma observação independente por parte dos delegados da oposição e de reconhecidos grupos de observadores nacionais independentes.

Houve enchimento de urnas, votação múltipla organizada, invalidação intencional de votos da oposição e alteração dos resultados de mesas de votação com a adição fraudulenta de votos.

A UE diz que tais irregularidades, que foram vistas em todas as províncias com a cumplicidade das autoridades locais, Polícia e funcionários públicos, contribuíram para um resultado eleitoral favorável a Frelimo.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) é particularmente alvo de críticas dos observadores europeus, que afirmam que não cumpriu prazos legais importantes e não ofereceu uma justificação razoável, ao mesmo tempo que exigia que outras partes cumprissem rigorosamente as disposições legais e prazos.

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E agora? Filipe Nyusi é ou não legítimo Presidente de Moçambique? Os beija-mão dirão que sim é! Nós preferimos ser cautelosos e dizermos que a sua legitimidade é questionável. E é o conjunto de tudo isto que atrasa o desenvolvimento de Moçambique. Não há transparência em nada. Os órgão públicos são empregados da Frelimo. Nós até somos simpatizantes da Frelimo, porém, não vamos calar quando um punhado de pessoas atrasa o desenvolvimento de um País que é de todos.

Ser simpatizante de um partido não significa ser mudo, subserviente, cego, comportar-se como um crente da Igreja Universal. Temos que criticar quando algo anda mal. O escrutínio devia ter sido limpo. Que jogo é esse em que o árbitro, os fiscais de linha e até quem controla o sistema de vídeo-arbitragem (VAR), apoiam uma certa equipa e até não disfarçam: vão vestidos com as cores dessa equipa e até batem palmas quando esta marca por via de um penalti inexistente?

Nós seremos um caso de estudo. As próximas gerações rir-se-ão de nós, porque incrédulos, da tamanha cegueira colectiva.

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