JN: Moçambique não consegue nem detectar o coronavirús como vai combater?

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Será que vamos escapar?

O futuro é cada vez mais assombroso. Será que vamos escapar ou temos condições sustentáveis para lidar com o coronavírus? Deus queira que tudo termine bem. A África do Sul, o nosso vizinho onde vamos pedir lume, fósforo ou sal, já conta com 85 casos de infecção pelo coronavírus (actualização desta manhã). Ainda não registou nenhum morto.

Esta segunda-feira, o hospital privado Busamed Lowveld, em Nelspruit, fechou as portas por causa de um caso de Covid-19. Isto ocorre porque durante uma semana inteira um cirurgião ortopédico operou depois de retornar de uma viagem ao exterior. Ele testou positivo para o Covid-19. A pergunta é: com quantas pessoas estiveram em contacto com ele? Nesse número não existem moçambicanos? Não se esqueçam que é para Nelspruit que centenas de moçambicanos recorrem para tratamentos médicos e dista a 200 km de Maputo.

E isto levanta um outro problema: será que ainda não temos entre nós um caso de coronavírus? Não queremos espalhar boato ou assustar quem quer seja. Mas achamos que por ora não basta esperarmos pela comunicação oficiosa. Temos que ser nós a redobrarmos as medidas de prevenção. Todos nós. Caso contrário, vamos morrer como galinhas. Nós não temos capacidade para fazer face a isto. Nada!

Algumas televisões internacionais ainda ontem davam a conhecer o que se passa em França-um dos países mais ricos do mundo. Em certos hospitais de Paris não há máscaras, escasseiam os desinfectantes. E Moçambique?

Na África do Sul, conforme se pode ver nas fotos, as pessoas já começaram a fazer o stock dos principais produtos para a sua sobrevivência. Lojas há que as prateleiras estão vazias. A confusão é tal…

Não deixe de ver:  África do Sul registra o primeiro caso de Coronavirús Positivo

Julgamos que fora das medidas anunciadas pelo Governo, devia se interromper as aulas por algum tempo. É fundamental até que se conheçam novos desenvolvimentos. Não basta proibir reunião de trezentas pessoas. Duzentas são muitas. No Xipamanine, por exemplo, o número de pessoas que por lá circulam diariamente ultrapassa isto. É terreno fértil para a propagação do vírus. Não estamos a dizer que se devia fechar o Xipamanine. Mas pelo menos os vendedores dali deviam ser sensibilizados sobre o perigo. Devia estar passar por lá uma equipa. Devíamos espalhar a mensagem por todo o território moçambicano até usando aquelas viaturas que andam a fazer barulho quando é para nos recensearmos. Onde é que estão?

E ao que depreendemos, parece que estamos à espera de uma intervenção divina para nos safar. Parece que temos uma garantia secreta de que em Moçambique não há e jamais haverá coronavírus. A nossa preocupação é limitada. É fraca. Fala-se muito mas no terreno da acção pouco se pode vislumbrar. Vamos morrer como galinhas!

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