Isabel dos Santos entra em divergências depois de comprar uma mansão avaliado em 13 milhões de euros em Londres.

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A filha de José Eduardo dos Santos comprou o imóvel em Kensington, uma das zonas mais luxuosas da capital britânica, revela o jornal inglês
The Times.

Isabel dos Santos, detentora da oitava maior fortuna de África, adquiriu uma mansão avaliada em 15 milhões de dólares (13,4 milhões de euros), em Kensington, uma das zonas mais luxuosas de Londres, situação que terá causado a ira e indignação dos vizinhos, segundo revela o The Times .

A filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, já recebeu autorização da Câmara de Londres para demolir a propriedade e construir uma mansão de quatro andares no seu lugar, com um complexo de piscinas subterrâneas.

A empresária angolana, de 46 anos, também pretende instalar uma banheira de hidromassagem, uma adega, uma sala de massagem e um cofre forte na mansão de Kensington, na zona oeste de Londres. Planos que estão a provocar a ira e indignação dos vizinhos desta zona nobre da cidade. Um morador afirmou que a proposta aprovada pela autarquia de Londres está a “criar ressentimento e divisão no seio da comunidade”.

“Isabel dos Santos é filha do ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e tem enfrentado acusações de ter beneficiado da ajuda do pai para fazer fortuna num país rico em petróleo e diamantes”, diz o jornal britânico, que avança ainda que Isabel dos Santos é “dona de uma fortuna avaliada em quase 2 mil milhões de libras” (1,7 mil milhões de euros), acumulada durante o período em que o pai governou Angola (38 anos).

O site de jornalismo de investigação
Finance Uncovered revela que a mansão foi paga em “cash” através de uma sociedade anónima sediada na ilha de Man, um paraíso fiscal. A revelação de que Isabel dos Santos é a proprietária de uma mansão de luxo em Londres começa a levantar preocupações generalizadas sobre a origem da sua riqueza.

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A empresária angolana estava “refugiada” em Londres quando foi notificada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, a 17 de julho de 2018, no âmbito de um inquérito sobre a sua gestão na Sonangol.

A PGR tinha notificado Isabel dos Santos para prestar esclarecimentos sobre a sua gestão enquanto presidente do conselho de administração da petrolífera estatal angolana Sonangol.

O antigo presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, acusou Isabel dos Santos de ter gasto de forma não transparente 135 milhões de dólares (120 milhões de euros) em consultorias, bem como de ter autorizado uma transferência de 38 milhões de dólares (33 milhões de euros) para a empresa Matter Business Solutions DMC com sede no Dubai, um dia depois da sua exoneração.

 

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Moçambique Interativo 

Intermz

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