Fronteiras fechadas e redes furadas para combater o coronavírus em Moçambique

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Coronavírus!

Estes são dados precisos. Do momento que estamos a redigir este texto. Indicam que 169.610 pessoas estão infectadas em todo mundo com o novo coronavírus. 6518 morreram e 77.776 recuperaram.

Na China, onde a doença começou, ainda existem 80.860 pessoas infectadas. 3228 morreram. Itália, o país mais afectado fora da China, tem 24.747 infectados e 1809 morreram. Irão: 13.938 infectados e 724 mortes. Espanha: 7845 infectados e 292 mortes. África do Sil: 61 infectados. eSwatini, dois casos. Namíbia confirmaram este sábado dois casos de coronavírus.

Isto é só para ilustrar. Não podemos trazer dados de cada país do planeta terra. Queremos só alertar que o perigo é real e está cada vez mais próximo. Por exemplo, Cyril Ramaphosa, o Presidente sul-africano, anunciou este sábado às 18 horas numa comunicação à nação, que a partir do dia 18 do corrente mês todas as escolas estarão encerradas temporariamente. O Presidente do Quénia disse que a partir de hoje todas as escolas primárias e secundárias estarão encerradas.

Filipe Nyusi anunciou a suspensão de todos os eventos com mais de 300 pessoas e viagens de Estado para o estrangeiro. E mais: Todos os cidadãos provenientes de países com transmissão activa do novo coronavírus terão de passar por uma quarentena obrigatória de 14 dias em Moçambique.

Muito bem. Só que achamos que as medidas deveriam ser alargadas. E se o evento tiver 200 pessoas não há risco de contaminação? Embora ainda não tenhamos nenhum caso de infecção em Moçambique, não seria adequado encerrar-se às escolas temporariamente até que a situação melhore? Estamos à espera de que haja pessoas contaminadas para tomarmos medidas certas? Precisamos ter alguém doente para fazer o certo? Não estará o Governo a tratar o povo como cobaia?

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Moçambique tem uma extensa linha de fronteira e as fragilidades no controlo são muito bem conhecidas. São evidentes. Com isto queremos dizer que pessoas infectadas com o coronavírus podem não estrar precisamente do aeroporto de Mavalane ou das fronteiras de Ressano Garcia, Goba, Namaacha ou Ponta do Ouro. Podem entrar de qualquer ponto do País. Quem já viajou por Moçambique a dentro sabe que zonas há onde mesmo a linha de fronteira não existe. Tudo se mistura. Nem se sabe quem é de lá ou de cá. Não é isto perigo?

É uma humilde sugestão que estamos a dar. Achamos que o Governo devia reavaliar as medidas de prevenção porque o que nos parece é que estamos a espera que alguém apareça doente para fazermos o certo.

  1. (Justiça Nacional, siga-nos no Facebook)

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