Assinada a terceira parte do acordo de paz em Moçambique

Paz em Moçambique
News

Assinado acordo de paz em Moçambique

 

Pela terceira vez em 40 anos, os dois partidos históricos de Moçambique, Frelimo e Renamo, assinaram esta quinta-feira mais um acordo de paz.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram esta quinta-feira um acordo de “cessação das hostilidades militares” entre os rivais históricos de Moçambique.

Esta é a terceira vez em 40 anos que a Frelimo, no poder desde a independência, em 1975, e a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), que é partido político desde 1992, mas mantém guerrilheiros no mato, assinaram um acordo de paz. A data da cerimónia foi anunciada na véspera pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, no parlamento, em Maputo.m autocarro de passageiros e camião no centro de Moçambique

O acordo foi assinado por Nyusi e Ossufo Momade, o novo líder da Renamo, na serra da Gorongosa, no centro de Moçambique, onde a Renamo domina politicamente e tem o seu quartel-general. O acordo faz parte de um “pacote de paz” mais amplo, que deverá ser assinado numa cerimónia no dia 6, em Maputo, onde deverão estar representantes oficiais de vários governos e organizações.

 

Antes da assinatura do acordo, homens armados atacaram um autocarro de passageiros e um camião em Nhamapadza, província de Sofala, centro de Moçambique, ferindo o motorista e o ajudante de um dos veículos. O local do ataque localiza-se a 200 quilómetros de Gorongosa.

O camião ficou imobilizado na sequência dos tiros e o autocarro conseguiu seguir viagem, mas foi atingido por balas, apresentando furos de projécteis nos lados, disseram à Lusa testemunhas. Os veículos alvejados naquela localidade do distrito de Marínguè seguiam na direcção Nhamapadza – Gorongosa.

Integrar guerrilheiros nas forças de segurança

A essência deste terceiro acordo é definir a integração dos guerrilheiros da Renamo nas forças de defesa e segurança do Estado e da polícia de Moçambique, e a recolha das armas, disse ao PÚBLICO Fernando Jorge Cardoso, investigador do Instituto Marquês de Valle Flôr, professor de Economia no ISCTE e especialista em assuntos africanos. “É o dossier mais duro e que ficou não escrito no acordo de Roma”.

A integração dos guerrilheiros nas forças de segurança e da polícia é decisiva porque “em Moçambique a força não está no Exército”, diz Fernando Jorge Cardoso, também fundador do Clube de Lisboa. “Essa foi a forma de a Frelimo de Chissano e Guebuza conseguirem liderar a marginalização da Renamo — que sentiu-se enganada.”

 

Fonte: .

Veja também: Crise na Renamo está a ser resolvida- Filipe Nyussi

«O porco sempre volta a lama» Carlos Jeque Volta a Frelimo depois de tudo

Related posts

Tragédia: 4 óbitos e 5 feridos resultado de um acidente da escolta do Governador de Inhambane

Mário StifLer

Paises africanos juntam-se e cortam relações com África do Sul

Mário StifLer

A dupla Kadabra MC e Epaixoss foi derrotada pela dupla 16 Cenas e Trovoada

Mário StifLer

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Está bem Ver Mais