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Alice Mabota vai mesmo concorrer a presidência apos o escandalo na LDH

Alice Mabota a presidencia
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Ativista dos direitos humanos anuncia candidatura às presidenciais moçambicanas

A ex-presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, Alice Mabota, vai submeter sua candidatura às presidenciais pela Coligação Aliança Democrática.

 

A Coligação Aliança Democrática (CAD) anunciou este sábado (13.07), que a candidatura de Alice Mabota, ex-presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH) de Moçambique, será formalizada ao Conselho Constitucional (CC), na próxima segunda feita (15.07).

O comunicado da CAD refere que a coligação é uma aliança de partidos extraparlamentares e que Alice Mabota aceitou concorrer por esta organização às eleições presidenciais.

Alice Mabota é a ativista mais conhecida em Moçambique na luta pela promoção dos direitos humanos, tendo sido fundadora e primeira presidente da LDH, por mais de duas décadas.

 

Com a apresentação da candidatura de Alice Mabota, passam a cinco os candidatos às eleições presidenciais de 15 de outubro.

O atual Presidente da República, Filipe Nyusi, já submeteu ao CC a candidatura a um novo mandato pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, tal como o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido da oposição, Issufo Momade.

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido do país, Daviz Simango, e Hélder Mendonça, pelo novo partido extraparlamentar Podemos, são outros candidatos conhecidos.

Sendo assim, Alice Mabota é a única mulher na corrida presidencial moçambicana, até o momento.

As eleições presidenciais de 15 de outubro vão decorrer em simultâneo com as legislativas e provinciais.

 

Lembrando que Alice Mabota foi afastada da Liga dos Direitos Humanos, a decisão do afastamento foi tomada numa reunião convocada para reflectir sobre a vida da instituição, que culminou com uma moção de censura contra Alice Mabota.
Um dos motivos que levou os trabalhadores a tomarem tal decisão tem a ver com o facto de a instituição estar a enfrentar inúmeras dificuldades, como a falta de fundos para financiar projectos e para o pagamento de salários.
Outra razão do afastamento é que, a escassos dias do fim do mandato, ela não se pronunciava se continuava ou não a liderar a organização.
A falta de fundos arrasta-se desde o ano de 2014, altura em que os doadores, na sua maioria embaixadas, decidiram afastar-se da instituição devido a falta de clareza na gestão dos fundos canalizados à instituição.
Entre os doadores que se afastaram destacam-se a Dinamarca, Suécia e Noruega que justificaram a sua medida com a falta de atempada apresentação de relatórios de contas.
Os doadores não concordavam, também, com os gastos que eram feitos pela liga, particularmente na rubrica de salários.
Segundo o domingo,há informações que indicam que a liga chegava a gastar cerca de 160 mil dólares norte-americanos em salários. Tinha um orçamento anual de mais de um milhão de dólares.
No entanto, quando os doadores sugerissem uma melhor forma de trabalho, que acreditavam que poderia ajudar no controlo dos gastos, Alice Mabota nunca acatou.
O Presidente da Comissão de gestão, Paulo Nhancale, disse que a prioridade do momento é resgatar a confiança dos parceiros, embora reconheça tratar-se de uma missão complicada.
Quando um parceiro pede um comprovativo, você não entrega e se entrega é de forma atrasada, ele risca-te. Infelizmente, isso aconteceu na Liga. Existem documentos que foram perdidos e nunca mais foram encontrados.
Paulo Nhacale está na Liga desde 1996, onde ocupou vários cargos. Antes de assumir a nova função era coordenador do Gabinete de Tráfico de Órgão Humanos e Partes do Corpo Humano.

Não deixe de ver:  Membros da RENAMO e do MDM impedidos de compor mesas de voto

 

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